Veja por que os comerciais do Super Bowl compram tempo de conversa
O Super Bowl não é só futebol americano. É um ritual cultural que paralisa os Estados Unidos por horas e transforma a TV em palco. Nesse cenário, as propagandas deixam de ser interrupção e viram entretenimento — esperados, comentados, julgados.
Não por acaso, o jogo se tornou o maior evento publicitário do país, onde marcas globais disputam atenção a tombadas mais duras do que as dos jogadores em campo, memória e conversa.
E é justamente aí que mora a lição: quem empreende não precisa do estádio, mas precisa entender o jogo.
Então, leia o artigo até o fim e saiba como ser a pauta das conversas por aí.
O que é o Super Bowl e Por que ele vai Além do Futebol Americano
O Super Bowl é o jogo final da temporada da NFL e consagra o campeão do futebol americano nos Estados Unidos, reunindo esporte, espetáculo e atenção nacional em um nível estratosférico.
Ou seja, mais do que esporte, virou entretenimento total. Música, celebridades, narrativas e os comerciais se misturam, transformando o jogo em um evento cultural acompanhado até por quem não entende futebol.
O que São os Comerciais do Super Bowl e Por que Eles São Diferentes
Ao contrário da publicidade tradicional, os comerciais do Super Bowl são aguardados. Pois, o público comenta, compara e avalia os anúncios, que deixam de interromper o jogo e passam a integrar a experiência.
Por isso, as marcas investem milhões: não só para empurrar produtos, mas para conquistar reconhecimento, fortalecer posicionamento e sinalizar autoridade simbólica diante de um público massivo e atento.
Os Melhores Comerciais do Super Bowl
Algumas marcas não passaram pelo evento — elas ficaram lá. Pois, em vez de disputar atenção, criaram memória. Então, a seguir, confira os melhores comerciais do Super Bowl que atravessaram décadas e viraram referência cultural nos EUA.

O Super Bowl Ainda Reúne Todo Mundo (e por isso é caro)
Em um cenário de atenção fragmentada, o Super Bowl permanece como exceção. Ele concentra público, emoção e expectativa — e transforma comerciais em ativos valiosos dentro da lógica moderna da publicidade.
Ou seja, quando milhões assistem juntos, a atenção deixa de ser comum e vira escassa. Como resultado, essa concentração simultânea eleva drasticamente o valor do espaço, explicando por que os comerciais do Super Bowl custam cifras tão altas.
Além disso, o fator ao vivo amplifica emoções. Reações coletivas acontecem em tempo real, criando um efeito psicológico impossível de replicar sob demanda — cenário perfeito para publicidade de alto impacto.
Não por acaso, de acordo com dados da Adtaxi (Plataforma de pesquisa), 68% do público afirma assistir ao Super Bowl mais pelos comerciais do que pelo próprio jogo.
Por fim, o Super Bowl virou ritual. As pessoas marcam horário, reúnem amigos e aguardam as propagandas como parte do entretenimento. Logo, não é conteúdo para ver depois — é para viver enquanto acontece.

Fonte: Marketing LTB / Nielsen
Como os Comerciais do Super Bowl Dominam as Redes
Embora a transmissão de TV concentre a atenção inicial, o verdadeiro valor surge depois. É fora da telona que o impacto dos comerciais do Super Bowl se multiplica, redefine métricas e amplia a lógica da publicidade no futebol americano.
Hoje, a segunda tela virou regra. Enquanto o jogo acontece, o celular assume o protagonismo, e as redes sociais se tornam o palco principal da conversa, impulsionando engajamento nas redes sociais em tempo real.
- Quase 70% dos espectadores interagem com plataformas de mídia secundárias enquanto assistem ao jogo
- A propaganda da Nike deu continuidade à sua campanha que já estava no X, Threads e Instagram.
- A Fetch orquestrou uma campanha de arrecadação de fundos ao vivo de US$ 1,2 milhão, projetada para atrair até 20 milhões de usuários para seu aplicativo.
Fonte: Earned Media Values (Social Index)
Em outras palavras, o anúncio deixa de ser peça publicitária e vira conteúdo. Pois, pessoas comentam, ranqueiam e compartilham, transformando campanhas em Memes, debates, replays e rankings espalhados pelo ecossistema de social media.
Por exemplo, a Lay’s manteve presença ativa no X ao incentivar respostas em troca de um emoji de batata — e até da chance de ganhar US$ 50.000 — enquanto a Mountain Dew transformou a participação inusitada do cantor Seal transformado em foca em um meme recorrente que se espalhou pelas redes.
Além disso, marcas reagirem ao show do intervalo, conversarem entre si e entrarem em trends no momento exato deixou de ser ousadia. Hoje, faz parte do jogo do marketing digital no Super Bowl.
Por fim, as marcas mais preparadas estendem a narrativa. Elas lançam teasers antes do jogo, amplificam durante a transmissão e sustentam o diálogo depois, mantendo o engajamento nas redes sociais muito além dos 30 segundos.

Fonte: Earned Media Values (Social Index)
O Verdadeiro ROI dos Comerciais do Super Bowl
Impressões não significam relevância. Pois, audiência não é sinônimo de engajamento. As métricas de marketing clássicas capturam alcance, mas ignoram reação, conversa e influência real geradas pelas propagandas do Super Bowl.
Por isso, o EMV (Earned Media Value) entra em cena. Ele mede curtidas, comentários, compartilhamentos e views ao longo do tempo, avaliando o ciclo completo da campanha — do boca a boca inicial ao branding sustentado.
O jogo acaba no domingo, mas a disputa entre marcas continua depois. Rankings pós-evento mostram awareness crescente, buzz de marca persistente e desempenho social que se estende muito além da exibição.
Um QR code simples bastou. A Coinbase, uma plataforma de criptomoedas, priorizou interação e provocou uma explosão de engajamento, com downloads e compartilhamentos em massa — prova de que reação do público supera estética nas propagandas do Super Bowl.
Segundo Linli Xu, professora assistente da Carlson School of Management da Universidade de Minnesota, em pesquisa sobre o Super Bowl de 2022:
- O boca a boca total (online e offline) cresce cerca de 16% no mês do jogo, mantendo efeito por aproximadamente 30 dias.
- As recomendações boca a boca aumentam 22% na semana seguinte ao Super Bowl.
- O boca a boca online atinge o pico no dia do evento, com alta de 68%, embora o efeito seja mais curto.
Ou seja, existe pico de conversa, sim. Mas, sem plano, o impacto se dissipa. Estratégia transforma faísca em chama, convertendo buzz de marca em branding consistente, awareness duradouro e boca a boca contínuo.
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O que Esperar dos Comerciais do Super Bowl 2026
Antes mesmo do apito inicial, os comerciais do Super Bowl já movimentam marcas, orçamentos e estratégias. A antecipação revela escassez, disputa por atenção e um planejamento cada vez mais longo no maior palco publicitário do mundo.
Embora a temporada da NFL ainda esteja em andamento, os espaços de publicidade do Super Bowl 2026 já estão esgotados. O jogo, que acontecerá no Levi’s Stadium e terá transmissão multiplataforma, registra valores acima de US$ 8 milhões por 30 segundos — reflexo da escassez extrema de atenção.
Além disso, o intervalo virou espetáculo próprio. Com a Apple Music patrocinando e Bad Bunny como atração, as empresas disputam a trombadas espaços com um pico cultural que ativa conversas sociais e reações em tempo real das marcas.

Fonte: Brand Innovators – Super Bowl Ad Tracker 2026
O que os Comerciais do Super Bowl Ensinam Sobre Marketing
Os comerciais do Super Bowl provam que atenção vem antes da conversão. Ou seja, conquistar atenção e memória antecede qualquer ação direta, criando contexto emocional para que a conversão aconteça depois.
Por isso, marcas fortes tratam branding como ativo estratégico. O sucesso das propagandas no SB evidenciam que investir em significado reduz o custo da atenção no longo prazo e sustenta relevância contínua.
Como Aplicar a Lógica dos Comerciais do Super Bowl
A grande lição é simples: o Super Bowl não ensina sobre dinheiro, mas sobre método. No entanto, adaptar a lógica por trás dos grandes anúncios exige leitura de contexto, planejamento e estratégia de marketing da NFL, não orçamentos milionários.
Então, confira algumas dicas:
Você não precisa de milhões para pensar como os comerciais do Super Bowl
O que vale copiar é a estratégia, não o cheque. Pois, os comerciais do Super Bowl mostram como alinhar timing, narrativa e cultura. Logo, o erro é tentar replicar orçamento sem dominar intenção.

Como criar “momentos de conversa” no seu mercado
Momentos de conversa são gatilhos que concentram atenção e geram reação coletiva. Eles não surgem por acaso — são construídos.
Por exemplo:
- Use datas estratégicas relevantes para o seu público, não apenas feriados genéricos
- Transforme lançamentos em eventos, mesmo que pequenos
- Conecte sua marca a ganchos culturais que já estão em circulação
No fim, quem cria o momento controla a conversa.
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Do anúncio ao ecossistema: pensando além da peça isolada
Antes de tudo, planeje o aquecimento. Durante, provoque interação. Depois, sustente a narrativa. Como resultado, essa visão de ciclo completo — inspirada na estratégia de marketing da NFL — transforma campanhas pontuais em ativos contínuos.
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Conclusão: Por Que os Comerciais do Super Bowl Continuam Imbatíveis
Em resumo, os comerciais do Super Bowl seguem imbatíveis porque não compram espaço, compram relevância. Eles concentram atenção, atravessam a cultura e alimentam conversa.
O jogo acaba, mas os melhores anúncios continuam trabalhando na memória, nas redes e no posicionamento das marcas.
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