Descubra como marcas brasileiras transformaram o Carnaval em mídia
Carnaval não é só festa. É mídia pura. É o maior jogo de atenção do Brasil, aquele momento em que todo mundo está na rua, se divertindo, distraído — e com a cabeça aberta.
Enquanto a galera pula, as marcas disputam algo muito mais valioso que clique: espaço na memória das pessoas — aquele tipo de lembrança que atravessa anos, vira referência, é comentada em mesa de bar e reaparece toda vez que a folia volta.
Quer saber quem são elas? Confira a lista especial que criamos para época mais animada do ano.
Marcas Brasileiras no Carnaval
O Carnaval é mais que festa: é território simbólico brasileiro. Quando marcas brasileiras entram em cena, não estão empurrando produto; estão disputando memória, afeto e pertencimento.
Em outras palavras, é aí que o marketing vira conversa cultural e a associação simbólica decide quem fica na cabeça do público. Portanto, menos conversão, mais top of mind emocional.
Nesse jogo, branding encontra cultura e o mercado publicitário mostra quem leu o clima — e quem só foi no embalo.
Propagandas das Marcas Brasileiras no Carnaval
O Carnaval é o mesmo palco, mas o jogo muda conforme a época. Aqui, marcas brasileiras entram em cena com objetivos bem diferentes: algumas querem vender, outras querem educar, outras só querem ser lembradas.
É nesse contraste que a coisa fica interessante. Pois, cada campanha reflete uma tensão social, uma leitura de momento e uma estratégia de marketing específica. No fim, toda publicidade de Carnaval vira retrato do seu tempo — acertando ou envelhecendo mal.
Então, vamos as 5 propagandas de Carnaval que marcaram gerações e ainda rendem conversa hoje.
Antarctica | APPaixonados da BOA (2016)
Em 2016, a Antarctica levou o APPaixonados da BOA para as ruas e mostrou que a paquera acontece no bloco, na avenida e no olho no olho, enquanto apresentava o seu app de relacionamento.
Em outras palavras, a sacada foi simples e afiada: no Carnaval, a rede social é física. Logo, o app virou gancho, não estrela. Com perfeito timing cultural, a Antarctica praticou o marketing de facilitação, entrou na folia sem roubar a cena e deixou a experiência falar mais alto.
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Unimed Cuiabá (2011)
Na campanha de 2011, a Unimed Cuiabá usou uma música grudenta para martelar a mensagem “se beber, não dirija”, repetindo o aviso até cansar — e fechando com a sacada de que tudo o que se repete no Carnaval fica na cabeça.
Aqui, diferente de outras marcas brasileiras, o produto não entra em cena — entra a responsabilidade. Como resultado, a ação acertou ao transformar repetição em aliada.
Ou seja, a campanha da Unimed no carnaval não enfrentou o barulho: usou o ruído como amplificador de publicidade que cria comportamento.
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Ministério da Saúde | Regina Casé (1998)
Aviso rápido antes de começar: este é um pequeno “roubo” na lista — mas totalmente justificado. Em 1998, o Ministério da Saúde levou Regina Casé ao Carnaval para falar, sem rodeio, sobre uso de preservativo.
De forma direta, ela orientava mulheres a mostrarem a camisinha para quem estava interessado e, diante de recusa, virassem as costas e seguissem em frente.
Sem metáfora, sem floreio. A Regina Casé fala com linguagem popular e coloca a autonomia feminina no centro.
Portanto, aqui, o Carnaval vira palco de saúde pública, comportamento e cultura — um raro exemplo de publicidade institucional que entende o momento e fala a língua da rua.
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Comercial Skol Carnaval (2014)
No Carnaval de 2014, a Skol decidiu olhar para o lado menos glamouroso da folia. A campanha escancarava os perrengues clássicos do folião — calor, cansaço, desencontros — para, no fim, mostrar que tudo vira história boa para contar e memória afetiva para guardar.
Aqui, diferente de muitas marcas brasileiras, a Skol não vendeu bebida, vendeu lembrança. Pois, ao transformar perrengue em narrativa, essa campanha de marketing criou identificação, usou autodeboche e fez do caos um ativo de branding compartilhável e humano.
Lança Perfume Colombina (1936)
Antes de virar tabu, o lança-perfume era estrela do Carnaval. Em 1936, o anúncio impresso do Lança Perfume Colombina mostrava um palhaço “aplicando” uma injeção na crise — personificada por uma mulher sorridente — reforçando o texto otimista: “Até a crise sorri ao sentir o suave perfume da Colombina”.
Sem filtros morais, a campanha apostou na metáfora literal e no humor direto. Assim, o anúncio espelhou a mentalidade da época, transformando contexto econômico em piada visual.
Ou seja, é um retrato cru de publicidade histórica, onde símbolo e tempo caminham juntos — sem pedir desculpa.
Conclusão: O Que As Marcas Brasileiras Fazem Na Folia
No fim das contas, o Carnaval passa, a ressaca fica, mas as campanhas certas sobrevivem. Essas marcas brasileiras entenderam que folia é contexto, não cenário. Quem leu o clima virou referência. Quem ignorou, sumiu.
Em resumo, no maior palco popular do país, vencer não é gritar mais — é ser lembrado depois que o confete cai.
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