Esse artigo não é sobre cerveja sem álcool. Na verdade, nem sobre produto isso é. É como histórias reais, quando bem exploradas, criam branding impossível de copiar. A versão em áudio do posicionamento de marketing do Charlie Sheen também está no ar. Dê o play:
Enquanto muitos enxergam apenas uma celebridade lançando uma bebida, o que está em jogo é outra coisa: narrativa, contraste e coerência estratégica. Por isso, o caso Charlie Sheen importa. Pois, ele mostra, de forma crua e inteligente, como marcas fortes nascem menos do que vendem — e mais do que fazem sentido alguém acreditar.
Então, vamos ver como ele fez!
O que é Posicionamento de Marketing?
Posicionamento de marketing é o lugar mental que sua marca ocupa quando alguém precisa decidir. Em outras palavras, não é slogan, logo ou um storytelling vazio. É a resposta implícita à pergunta:
“Por que eu acredito em você — e não no outro?”
Posicionamento de marca define:
- Quem você atrai
- Quem você repele
- E por que sua marca é lembrada sem esforço
Logo, se tudo que você diz serve para qualquer outro concorrente, você não tem um posicionamento. Você tem ruído.

Fontes: Global Banking| Drive Research
Por que o Posicionamento de Marketing é Importante?
Sem uma diferenciação de marca, você entra na guerra errada: disputa preço, depende de mídia paga para existir e vira facilmente substituível. Ainda mais em um mercado saturado, como o atual.
Enquanto que com um posicionamento condizente:
- a escolha acontece antes da comparação
- o cliente “se reconhece” na marca
- o marketing vira amplificação, não convencimento
E nada contribui mais para o sucesso de um direcionamento de marca do que histórias reais — e isso o Charlie Sheen tem de sobra, com uma trajetória que transforma contraste em credibilidade e narrativa em ativo estratégico.
Charlie Sheen Como Exemplo de Posicionamento de Marketing
Charlie Sheen chegou a ser o ator de TV mais bem pago do mundo e o mais controverso também. Ao longa da sua carreira, ele acumulou muitas declarações polêmicas, arrumou muita briga e abusou muito do álcool.
Por isso, surpreendeu o mercado ao surgir em uma fase sóbria, tranquila, zen — e ir além: anunciar o lançamento de uma cerveja sem álcool, invertendo completamente sua própria narrativa pública.

Fonte: Forbes
O produto como consequência, não como protagonista
Nomeado como Wild AF, a marca nasce diretamente do momento de virada de Charlie Sheen. Não por acaso, sua narrativa central é sobriedade, autocontrole e reinvenção pessoal — um posicionamento de marketing resumido na ideia de “vida intensa sem álcool”.
Além disso, o timing é perfeito, alinhado à ascensão global das bebidas sem álcool. Portanto, aqui, o líquido é commodity. Enquanto, o diferencial está no significado atribuído ao consumo. Ou seja, a Wild AF não vende “não beber”. Vende intensidade com lucidez.

Fonte: Just Drinks
Credibilidade por contraste
Charlie Sheen fez algo raro em branding: transformou um passado caótico em ativo estratégico. Pois, em vez de fugir da própria história, entrou em um mercado onde a narrativa pesa mais que o sabor e, assim, usou o contraste como prova social.
Como resultado, esse movimento fortalece o posicionamento de marca, porque quem viveu o excesso fala com autoridade sobre controle.
É o mesmo playbook de:
- Ex-viciado vendendo performance
- Quem venceu a obesidade vendendo saúde
- Quem passou pela falência vendendo educação financeira
Não é bonito, mas é crível. E como sabemos, credibilidade vence estética.
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A lição prática de posicionamento para marcas
Quando o produto é certo e o porta-voz é improvável, a atenção surge de forma orgânica. Sendo assim, o passado não é apagado — é ressignificado. Com isso, a marca vira conversa, não anúncio.
O efeito é direto: PR espontâneo, diferenciação imediata e memória de marca em um mercado saturado. No fim, tudo converge para direcionamento de marca e estratégia de branding claros. Posicionamento forte não nasce da perfeição, mas da coerência entre história, discurso e oferta.
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Posicionamento de Marketing que Não Depende de Fama
O caso Charlie Sheen / Wild AF não ensina a “virar celebridade”. Pelo contrário, mostra como estruturar posicionamento de marketing a partir de verdade estratégica, coerência narrativa e experiência real — algo replicável por marcas comuns, desde que haja clareza e consistência.
Então, vamos conferir como fazer isso:
Um framework replicável de posicionamento pessoal
Posicionamento de marca forte segue uma lógica simples — e nada glamourosa:
- Tensão real vivida
O conflito vem antes do produto
- Aprendizado prático
O que você aprendeu na dor, não no livro
- Oferta coerente
O produto é consequência da jornada
Sem esses três pontos, o discurso soa aspiracional. Com eles, vira autoridade natural.

Como aplicar sem celebridade ou fama prévia
Fama acelera, mas não cria. Ou seja, ela apenas amplifica aquilo que já existe — seja uma narrativa sólida ou um discurso vazio. Sem experiência real e coerência, visibilidade só expõe a fragilidade.
Marcas comuns aplicam o mesmo modelo quando:
- assumem uma dor específica que já viveram
- abandonam mensagens genéricas e escolhem um lado
- constroem narrativa em experiência, não promessa
Negócios pequenos vencem quando:
- falam com profundidade, não com volume
- trocam branding bonito por clareza brutal
- param de tentar agradar todo mundo
No fim, branding não é sobre alcance, mas sobre clareza — quem sabe exatamente o que representa não precisa gritar para ser ouvido.
Erros comuns ao tentar copiar esse modelo
Aqui a maioria quebra a cara:
- Inventar história ou exagerar narrativa
- Usar dor genérica que não gera contraste
- Lançar produto antes de construir significado
- Tentar parecer “transformado” sem processo real
O público percebe. E quando percebe, a marca morre.
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Conclusão: Posicionamento de Marketing Não se Finge
Em resumo, Charlie Sheen não vende cerveja sem álcool. Vende coerência entre passado, presente e escolha. Esse é o ponto que a maioria das marcas ignora: posicionamento de marketing não nasce do que você quer parecer. Nasce do que você consegue sustentar.
Portanto, se sua história, seu discurso e sua oferta não se alinham, o mercado sente — mesmo que não saiba explicar. E quando o mercado não acredita, nenhum tráfego salva.
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