Todo empreendedor diz que quer ser um bom líder. Mas, na real, muita gente confunde comando com frase de efeito, palestra animada e post bonito no LinkedIn. Só que liderança de verdade não acontece no palco — acontece quando o resultado não vem, o time reclama e a pressão aperta.
O futebol, por exemplo, não perdoa pose: tem ego no vestiário, torcida cobrando, imprensa batendo e decisão que não dá para adiar. É aí que a gestão de equipe aparece de verdade.
Mas, sem autoajuda, sem discurso bonito. Só leitura de gente, estratégia e responsabilidade. Quer ver como isso funciona na prática?
Então conheça os cinco técnicos que jogaram esse jogo no nível mais alto e como eles podem te ajudar a liderar.
O que é Um Bom Líder?

Um bom líder não é o mais carismático, nem o mais inteligente da empresa. Antes de tudo, é quem organiza o ambiente quando tudo fica confuso. O conceito de liderança passa longe de status ou cargo: trata-se de orquestrar comportamentos, alinhar decisões e sustentar responsabilidade sob pressão.
Em outras palavras, comandar não é ser seguido. É fazer gente boa tomar decisões certas quando o ambiente aperta.
Quais São as Características de um Bom Líder?
As características de um bom líder aparecem menos no discurso e mais na função que ele cumpre no dia a dia. Não são traços de personalidade, mas responsabilidades claras que mantêm o time operando sob pressão:
- Clareza: todo mundo sabe exatamente o que fazer, quando agir e como contribuir.
- Conflito produtivo: divergência não vira guerra, vira ajuste fino.
- Decisão impopular: quando ninguém quer bancar, o chefe banca.
- Leitura humana: números importam, mas gente decide.
Em síntese, liderança não cria ídolos — cria equipes que funcionam.
Exemplos de Um Bom Líder no Futebol
O futebol é um laboratório de liderança: ego alto, pressão constante e resultado imediato. Por isso, vale olhar para técnicos que fizeram seus times funcionarem quando o ambiente pedia mais do que discurso e quais lições podemos extrair dos estilos de gestão deles.
Zagallo — O líder que domou gênios
Mário Jorge Lobo Zagallo, o Velho Lobo, já era bicampeão do mundo como jogador em 1958 e 1962 quando assumiu a Seleção Brasileira como técnico. Logo na sua primeira Copa, carregava uma responsabilidade enorme: liderar Pelé, o maior da história, além de craques como Gérson e Jairzinho.
Zagallo foi um líder fora da curva porque encarou o maior acúmulo de talento individual da história do esporte e não tentou apagar egos — reposicionou.
Ou seja, trabalhou a gestão de talentos com inteligência, criando um sistema em que todo craque precisava correr, marcar e recompor. O encaixe de peças era cirúrgico: cada estrela brilhava, mas sempre a serviço do time, sem exceção.
Aquilo não foi só “deixa os craques jogarem”. Foi arquitetura coletiva com peças geniais. Em outras palavras, Zagallo não escolheu entre individualismo ou coletivo. Ele fez o individual servir ao coletivo.
Para empreendedores, a lição é clara: liderança não é contratar gênios esperando milagre. É organizar talento, alinhar comportamento e fazer todo mundo jogar para o mesmo placar.
Ancelotti — O gestor de egos
Atual técnico da Seleção Brasileira, o italiano Carlo Ancelotti construiu uma das carreiras mais vitoriosas do futebol. Pois, ganhou tudo o que podia em clubes como Milan, Real Madrid e PSG, sempre liderando elencos recheados de estrelas e expectativas gigantes.
Ancelotti é um bom líder porque governa vestiários complexos sem transformar ego em conflito. Ou seja, em vez de forçar um modelo rígido, adapta o jogo às pessoas, não o contrário.
Sua liderança humanizada nasce da leitura fina de contexto, da confiança mútua e do respeito conquistado com quem já venceu tudo — e não aceita amadorismo.
Para empresários, a lição que fica é: gestão de pessoas não se faz no grito. Autoridade real vem de confiança, leitura humana e timing para intervir — ou saber a hora certa de ficar em silêncio.
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Guardiola — O inovador obsessivo
Para muitos, Pep Guardiola é o maior técnico da história. No Barcelona do início dos anos 2010, ele não apenas venceu: reinventou o jogo. Posse de bola virou controle, posição virou sistema e talento virou consequência de método bem executado.
Em outras palavras, Guardiola é um líder fora da curva porque construiu uma liderança baseada em método. Ele se inspira no passado, mas cria sistemas novos, ajustados ao contexto e às peças disponíveis.
Mais do que treinar jogadas, ensina seus jogadores a pensar o jogo. Sua visão de gestão transforma o técnico em arquiteto: cada decisão tem função clara dentro do todo.
Para donos de negócios, a lição é direta: quem lidera não escala esforço, escala método. Um negócio sem sistema vira refém de talento individual.
Sendo assim, o comandante de verdade age como catalisador de performance, multiplicando resultados mesmo quando o brilho individual oscila.
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Mourinho — O estrategista pragmático
Muita gente acha o português José Mourinho chato, provocador ou até arrogante. No entanto, ninguém consegue ignorar seu currículo: títulos em diferentes países, vitórias improváveis e times competitivos mesmo sem elencos estrelados.
O que faz de Mourinho um líder diferenciado é sua leitura fria do contexto. Pois, ele ganha com times inferiores, protege o grupo internamente e assume o ataque externo quando precisa.
Além disso, Zé, domina o jogo mental como poucos, usando pressão, narrativa e confronto psicológico como parte ativa do plano. Seu estilo de gestão entende que vencer também é controlar o ambiente.
Para empreendedores, o ensinamento é: nem sempre o melhor produto vence. Vence quem entende o campo, o inimigo e o momento — e sabe jogar com as cartas que tem.
Abel Ferreira — O líder de alta performance
Assim como Mourinho, Abel Ferreira é português e frequentemente rotulado como “chato”. Mas, assim como seu conterrâneo, construiu um currículo de respeito, com títulos, consistência e um padrão competitivo que poucos conseguem sustentar no futebol brasileiro.
Abel é um líder de alta performance porque prioriza processo antes do resultado. Sua mentalidade vencedora é constante — a ponto de virar método, como mostra no seu livro ‘Cabeça Fria, Coração Quente’.
Além disso, prepara o time emocionalmente para competir sempre no limite. Sua gestão de equipe não depende de discurso ocasional, mas de rotina, padrão e cobrança clara, formando uma verdadeira cultura de performance.
Para empreendedores, a lição é direta: alta performance não nasce de motivação passageira. Ela surge da disciplina aplicada todos os dias, mesmo quando ninguém está olhando.
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Conclusão: Como ser Um Bom Líder de Equipe
Em resumo, não existe um bom líder universal, pronto para qualquer cenário. Existe liderança compatível com o momento, o time e o jogo. O erro do empreendedor é copiar estilo sem entender função.
Portanto, antes de imitar discursos ou métodos, vale a pergunta certa: que tipo de líder o seu negócio exige agora?
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