Muita gente ainda acredita que publicidade abusiva é coisa de corporação sem alma, golpista profissional ou marca gigante com advogado demais. Só que não. Na prática, ela começa bem antes da mentira descarada.
Às vezes surge como copy exagerada, outras como branding “ousado”, meme mal pensado ou zoeira que resolveu passar do ponto. Enquanto o criativo ri do alcance, quem assume o risco é outro. No fim das contas, não é o post que responde. É o CNPJ.
Então, confira as dicas do que não fazer para não aprender isso do jeito mais caro possível.
O que é Considerado Publicidade Abusiva?
Publicidade abusiva não se resume a mentir descaradamente. Ela existe quando a comunicação cria expectativa distorcida, omite riscos ou induz erro — mesmo sem má-fé.
O critério não é a intenção do anunciante, mas o efeito no consumidor. Por isso, propaganda irresponsável e promessa irreal entram no radar: o que vale é como a mensagem é entendida — e interpretada pelo regulador.

A regra é clara
A lei é direta: publicidade que engana ou exagera passa do limite. O artigo 37 deixa claro que não é só mentira explícita — omitir informação essencial, explorar medo, reforçar discriminação ou induzir comportamento prejudicial também conta.
Impactos da Publicidade Abusiva no Consumidor
Quando a propaganda abusiva acontece, o consumidor perde dinheiro ao comprar algo que não entrega o prometido. Além disso, perde tempo tentando resolver problemas, pedir reembolso ou “fazer funcionar” o que nunca foi real.
Com isso, surge o desgaste emocional, a frustração e a sensação de ter sido enganado — um prejuízo que vai muito além do valor pago.

Fonte: ClickPatrol
Estrago da Publicidade Abusiva na Imagem da Empresa
Quando o marketing abusivo aparece, os danos não ficam restritos a uma campanha isolada. Pelo contrário, eles se acumulam e atingem ativos invisíveis, porém vitais, que sustentam o negócio no longo prazo.
- Perda de credibilidade no mercado
- Desgaste da reputação da marca
- Queda na confiança do público
No fim, a empresa até vende hoje, mas paga caro amanhã para reconstruir o que foi quebrado.
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Exemplos de Propaganda Abusiva
Na teoria, todo mundo diz que sabe o limite. Mas, na prática, muita publicidade abusiva passa batido porque virou “normal de mercado”. Justamente por isso, vale olhar com calma o que não pode — antes que o problema bata na porta.
Comparações desleais
Comparação desleal é quando a marca tenta parecer maior diminuindo os outros, sem prova nenhuma. Acontece direto em campanhas problemáticas cheias de ego, onde a copy grita “somos os melhores” e entrega só promessa furada.
É tipo dizer “somos o melhor restaurante da cidade” sem ranking, sem prêmio, sem dado — só porque o dono acha. Os outros? “Todos ruins”. Confia. Fonte: vozes da cabeça.
Em outras palavras, não é posicionamento, é chute travestido de marketing.
Dicas:
- Evite se comparar sem dados reais
- Não ataque concorrentes de forma genérica
- Drible frases absolutas sem comprovação
Opinião sem base ≠ argumento. Pois, branding constrói percepção, publicidade precisa de prova.
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Usar linguagem ou imagens ofensivas/discriminatórias
Aqui entra a famosa desculpa da “zoeira”. Em nome de engajamento, muita marca escorrega em marketing comparativo, faz ataque a concorrentes ou aposta em branding agressivo sem medir o impacto.
É quando a marca usa meme chamando cliente de burro, piada com “quem reclama é fraco” ou estereótipo batido, achando engraçado. O print ri menos. O processo, zero.
A intenção pode até ser piada, mas o efeito vira dor de cabeça na estratégia de marketing.
Dicas:
- Evite humor que humilha ou estereotipa
- Fuja da ironia que depende de preconceito
- Bloqueie meme que só funciona dentro da bolha
Em síntese, na internet, o contexto some rápido — o print fica.

Transferir todo o risco para o consumidor
Essa é a versão moderna do problema. A marca promete transformação, vende sonho e depois lava as mãos. Quando não funciona, a culpa vira do cliente.
É o clássico: “Ganhe dinheiro dormindo”. Aí não deu certo? “Você não se dedicou”, “não aplicou direito”, “não tinha mentalidade”. Pois, o método é infalível. O fracasso, sempre seu. Curiosamente, nunca dá defeito do lado de cá.
Em outras palavras, esse tipo de publicidade abusiva cria frustração, desgasta a relação e soa como marketing ofensivo pela falta de responsabilidade.
Dicas:
- Não prometa resultado sem assumir risco
- Evite jogar o fracasso no colo do consumidor
- Não venda expectativa sem entrega real
Vender expectativa sem assumir risco é abuso estratégico — simples assim.
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Conclusão: Publicidade Abusiva Custa Caro
Em resumo, publicidade abusiva é aquele atalho que parece genial… até a conta chegar. Pode até vender rápido, mas vai corroendo confiança, previsibilidade e o futuro da empresa.
Sendo assim, forçar resultado agora e bagunçar o amanhã não é estratégia — é gambiarra com cara de marketing esperto.
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