O que a Turnê do IShowSpeed na África ensina sobre reposicionamento de marca!
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Quando alguém fala em África, muita gente só consegue imaginar miséria, fome e sofrimento. E sim, isso existe lá. Infelizmente. Mas essa desgraça não resume o continente.
No marketing, isso é clássico: uma marca gigante presa a uma história mal contada. Logo, a percepção negativa vira carimbo e passa a definir tudo — mesmo quando não representa totalmente a realidade.
Então surge IShowSpeed, um dos maiores youtubers do mundo, mostrando cidades, pessoas e todo o cotidiano de forma positiva. Nada explicado. Tudo vivido. Mostrando que lá também tem coisas incríveis.
Mas aí surge a pergunta, será que um youtuber consegue fazer um reposicionamento de marca de um continente inteiro?
Vamos conferir.
O que é Reposicionamento de Marca?
Reposicionamento de marca é um ajuste estratégico que altera a percepção do público sobre uma empresa, produto ou serviço, renovando a imagem para acompanhar novas demandas de mercado, mudanças de comportamento ou pressão da concorrência.
Ou seja, não é estética, é direção. Não se trata do que a marca diz, mas do que o mercado passa a enxergar quando ela muda atitudes, sinais e experiências de forma consistente.
Por que o Reposicionamento de Marca Impacta
A percepção vem antes da decisão e a decisão guia o comportamento. Logo, quando a imagem muda, o mercado reage diferente. É por isso que o reposicionamento estratégico de marca não é estética, é alavanca de valor.
- Investimento: Marcas bem percebidas atraem capital, parcerias e atenção antes mesmo de provar números.
- Curiosidade: Uma nova narrativa desperta interesse e faz o público querer olhar de novo.
- Respeito: Percepção bem gerida reposiciona autoridade e muda o tom da conversa.
- Desejo de aproximação: Quando a imagem evolui, pessoas e marcas querem estar perto.
Em suma, quem controla a narrativa, controla o valor percebido.

Fonte: doisz.com
Speed na África como Exemplo de Reposicionamento de Marca
Speed é um fenômeno entre os jovens. Com mais de 50 milhões de inscritos no seu canal no YouTube, ele arrasta multidões e provoca caos por onde passa, com carisma, espontaneidade e mortais.
Foi assim que ele chegou à África: do jeito que é. Sua turnê pelo continente, chamada de “Speed Does Africa”, cruzou 20 países, começando pela Angola no fim de dezembro e terminando em 27 de janeiro, na Namíbia.
Speed jogou futebol com mais de 100 crianças, assistiu à final da Copa Africana de Nações dentro do estádio, encontrou um sócia e circulou pelas cidades como qualquer local.
Ou seja, mostrou o cotidiano real — sem filtro e sem discurso — ele expôs um outro lado do continente e, direta ou indiretamente, provocou um reposicionamento de marca.
Em outras palavras, mudou a percepção de muita gente — inclusive a própria. Agora, vale observar como isso aconteceu.
1. Contexto do problema (diagnóstico de imagem)
A imagem dominante da África no imaginário global sempre foi unidimensional. Miséria, precariedade e ajuda humanitária se repetiam como narrativa padrão. Logo, o resultado foi uma percepção negativa, rasa e contínua, que cristalizou uma imagem estereotipada difícil de questionar.
Em marketing, isso é o retrato de uma marca conhecida, mas mal posicionada.
2. O erro comum que ninguém corrigia
Governos, marcas e ONGs tentam “corrigir” a imagem da África com campanhas institucionais, discursos educativos e peças bem produzidas. Mas, falharam porque explicavam demais, mostravam pouco e soavam como propaganda defensiva. Quantas vezes você fez o mesmo no seu negócio?
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Estratégia de Reposicionamento de Marca
Mas o Speed foi até lá. Andou, viveu, reagiu e mostrou. Sem explicar nada, ele apresentou uma nova referência e provou que reposicionamento de marca não se discute — se observa na prática.
Mudança de âncora mental
Antes da viagem do Speed, a âncora mental dominante ligava a África quase exclusivamente à pobreza. Com a presença dele, surgiu uma nova associação de marca: cidades vivas, gente comum, rotina urbana.
Ele não negou problemas, mas fortaleceu outra referência. Assim, a percepção do público mudou por exposição contínua, não por discurso — exatamente como marcas pequenas ou mal interpretadas precisam fazer.
Por que funcionou (do ponto de vista do marketing)
Funcionou por três razões simples. Primeiro, a fonte improvável: não era governo, ONG ou marca, logo não havia agenda explícita. Segundo, a linguagem do público: reações reais, exageradas, sem filtro. Terceiro, prova visual contínua: vídeos longos, sequência, repetição, ele chegou a fazer lives de nove horas.
Em síntese, confiança não nasceu de autoridade formal, nasceu da ausência de interesse aparente — essência da prova social moderna.

Fonte: radio47.fm
O reposicionamento na prática
O efeito foi concreto: aumento de conversa, curiosidade genuína e mudança de tom. Tudo isso sem slogan, sem anúncio e sem controle central. O que aconteceu ali não foi campanha. Foi reposicionamento orgânico por uma narrativa vivida — quando a experiência fala mais alto que qualquer discurso.
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Quando Fazer um Reposicionamento de Marca
Ninguém sabe se alguém contratou o Speed para um trabalho de reposicionamento de marca, nem se isso foi planejado ou intencional. Mas, para você que empreende, o recado é claro: essa estratégia se torna necessária quando a percepção do mercado não acompanha mais a realidade do seu negócio.
Quando você cresce, evolui ou muda, mas continua sendo visto por um rótulo antigo, não é problema de produto — é problema de narrativa.
Como Fazer Reposicionamento de Marca?
Todo reposicionamento de marca eficaz começa com método, não com estética. Ou seja, o objetivo é trocar a percepção antiga por outra mais forte, baseada em experiência real, repetida e observável pelo mercado.
Dicas de como fazer:
Diagnóstico
Nomeie com clareza o rótulo atual que o mercado usa para definir seu negócio. Como resultado, ignorar essa percepção não a enfraquece — só faz com que ela continue mandando.

Nova âncora
Crie uma referência mais poderosa que represente quem sua marca é hoje. Essa âncora precisa ser simples, visual e fácil de ser reconhecida pelo público.
Prova contínua
Repita a experiência na prática até que a nova percepção se torne óbvia. Reposicionamento não acontece em um pico, mas na repetição consistente.
Narrativa viva
Deixe que ações, não discursos, contem a nova história da sua marca. Pois, quando o público vê, vive e compartilha, a narrativa se sustenta sozinha.
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Conclusão: Reposicionamento de Marca na Prática com IShowSpeed
Em resumo, a turnê do IShowSpeed deixa claro que reposicionamento de marca não se controla, se expõe. Não nasce de discurso, nasce de presença. É a experiência certa, repetida, no lugar certo, até a narrativa antiga perder força sozinha. Portanto, quem entende isso para de explicar e começa a mostrar.
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